Presente…

•19 November, 2014 • 1 Comment

Tem alguns dias que estou com umas palavras na minha cabeça, querendo sair.

Eu gostaria de lhe dizer pessoalmente, mas não sei se vai adiantar. O dano já está aí. O problema já existe. Já não somos mais os mesmos e a nossa amizade também não.

Você, com toda a sua experiência de vida, tentou me alertar. E eu, com todo otimismo que pude reunir, tentei lhe dizer que tudo ficaria bem e que nada mudaria, afinal.

Estamos distantes, não conversamos mais. Que sabemos agora da vida um do outro? O que todo mundo sabe!

O que compartilhamos agora? Pouco do que restou do passado, do nosso passado de brincadeiras, risadas, preocupações, fé, torcida, querer bem, de amizade verdadeira.

Peço desculpas. Desculpas por deixarmo-nos chegar a este ponto. Incomoda-me a sensação de que será irreversível esta situação.

Mas antes que acabe, que torne-se algo apenas em nossas lembranças mais queridas, quero lhe dar um presente. Não será o maior de todos, mas será como voltar no tempo e brincar de compor trilhas sonoras para nossas vidas de novo.

Você vai gostar, tenho certeza.

E sigamos em frente, como você sempre diz. Eu aprendi com você que é sempre para frente que se olha.

E vamos descobrindo o que há de novo para viver, afinal.

Boa sorte. Boa vida. Boas leituras. Bons momentos. Boas amizades.

Liberi Fatali

•29 July, 2014 • 1 Comment

Érr… Não sei por onde começar.

Vou falar de mim. Não sou conhecido pelo meu poder ilusório, nem por criar meu próprio mundo. Sou conhecido pela pessoa que aparento ser, num mundo que criei para ser quem eu quiser – como o Grande Odin fazia (ou faz) em todo lugar, assumindo qualquer forma – e na ilusão que desejar. Enfim, é só desejar, criar uma ilusão – ou um mundo novo – e esperar que aconteça. Às vezes demora, e quando acontece, vezes arrependo-me, vezes não.

Mas eu mesmo, o verdadeiro que agora pára, e sai da casca somente para refletir e analisar a consciência com pensamentos melancólicos – tenho de fazer isso do lado de fora para dispersar, lá dentro já não cabem nem meus pensamentos – está bem protegido. Moro bem longe, muito longe dos mundos que crio. Controlo-os muito bem daqui. Aqui é mais seguro, mais confortável, mais aconchegante. E não estou sozinho. Aqui no MEU MUNDO vivo com o que mais prezo. As coisas e os sentimentos que realmente amo. Poucas pessoas chegaram a ver a entrada da casa – embora muitas conseguiram invadir o planeta, não resistiram às defesas da barreira pessoal -, e somente uma pessoa entrou na minha mansão luxuosa. Sim, quem eu realmente amo já teve a chave e casa, mas fez as malas, largou a chave na mesa com um bilhete de ADEUS, e se foi para o planeta mais distante do MEU sistema.

Tenho que admitir que não tenho controle absoluto sobre esse mundo, mas ainda posso influenciar com meu charme e carisma de segunda.

Sempre me disseram que tenho um puro coração e boa alma. Talvez tenha mesmo, mas só vou acreditar quando eu mesmo me convencer disso. As minhas “ações involuntárias” e minhas ações ocultas e sobretudo meus pensamentos e métodos para conseguir o que quero me denunciam para uma alma que está caminhando ao contrário de outras, que está fazendo o caminho de volta, em direção errada. E para um coração abandonado, desativado, sem uso.

 

10 de novembro de 2003.

convivência

•24 August, 2013 • 1 Comment

Viver é uma arte. Conviver também é. Viver em comunidade requer o aperfeiçoamento contínuo de certas habilidades nem sempre fáceis de aprender, seja por timidez, por estresse, por alguma falha no processo de aprendizagem e educação ou transmissão de valores. A convivência exige, antes de mais nada, respeito. Aprender a respeitar o próximo, as instituições, as regras, os direitos, os deveres, as escolhas – suas e dos outros, os pensamentos e opiniões, os gostos, as culturas, a bandeira, o país. Aprender a ser tolerante, resiliente.

A arte de conviver exige de nós que aprendamos a somar no lugar de subtrair, de excluir.

Por isso conviver é tão difícil. Pois nascemos cercados de coisas que não compreendemos, que não aceitamos, que não queremos, que não gostamos. E precisamos aprender, muitas vezes por conta própria, que o bem comum é fruto da convivência, e para que eu fique bem, os que convivem comigo precisam estar bem.

a janela

•12 April, 2013 • 1 Comment

Janela de uma alma solitária, que insiste em ter companhia.

Sempre será solitária, pois é a sua natureza.

E isto lhe faz bem.

Por que não entende que ser sozinho é necessário.

É necessário ser sozinho.

Uma janela apenas, entreaberta. Olhando para o céu, perdendo-se em muitas outras vidas.

Sonho imaginado dentro de si.

Ao alcance de uma realização…

Só me falta realizar.

 

Só me falta ser.

medo

•29 May, 2012 • 1 Comment

E eu tive medo de ser feliz…
De novo…

resumo

•11 May, 2012 • 1 Comment

Minha vida cabe numa Idea.

Mudança amanhã!!

O retorno dO Lobo

•21 April, 2012 • 2 Comments

Prestes a começar uma nova fase da vida.
Espero voltar à Toca mais vezes.

Saudade de mim mesmo…